Aldeia, as nossas origens

Os nossos fins de semana são de visita aos avós, maternos e paternos, que moram na aldeia. Cada casal na sua aldeia, a poucos quilómetros uma da outra. Felizmente, a escassos 20 minutos da nossa "cidade".


Que bom que é ter a oportunidade de mostrar a estes miúdos que há vidas diferentes. Que a natureza existe, tem flores, bichos, terra e lama. Tem porquinhos bebés que depois ficam enormes, galinhas que põem ovos e galos que cantam de madrugada (esta eles ainda não sabem, nem os ouvem).
Tem tartarugas que já foram bebés quando o pai era uma criança e agora são tão grandes que é melhor não lhes mexer, não vão elas pensar que os nossos dedos são muito parecidos com uns saborosos camarões!
Que o agrião precisa de água a correr para crescer saudável e que as couves, alfaces, hortelã e coentros custam a apanhar.
Eu já passei muitas horas naquelas hortas. Se for preciso volto, sem vergonhas. É aquilo que conheço. Todas as férias da minha adolescência eram passadas ali mesmo, ao lado da minha avó, da minha mãe, da minha tia e do meu avô. Botas de borracha nos pés, luvas nas mãos.
Eles também vão ter essa oportunidade. Pelo menos já temos um par de botas de borracha.

Beijo

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