O nosso regresso às aulas vai ser diferente

Cá está, chegou o mês da mudança. Chegou a semana da mudança. E este miúdo está mais crescido e dono do seu nariz. Já ouvi dizer que eles crescem mais durante as férias e acho que sou obrigada a concordar. Tenta afirmar-se todos os dias, seja com decisões simples, nas suas tarefas diárias, seja nas pequenas batalhas que tenta travar com os pais. Dizem que faz parte da afirmação dos 5! 
 

E com este crescimento chegam novos desafios. Daqui a uns dias o Vicente vai recomeçar a escolinha e desta vez é mesmo esta a mudança. Escola nova, amigos novos, educadora nova, horários novos. 

O Vicente entrou na escolinha aos 3 anos. Até lá, ficou comigo em casa e, segundo a pediatra, muito bem. Mas com a mudança de idade e a chegada do irmãozinho que se aproximava, achámos que estava na altura de ter novos desafios diários, de fazer amigos e começar a apreender algumas regras comportamentais que lhe iriam ser úteis mais tarde com a entrada na escola primária.
Tal como grande parte dos pais deste país, fomos obrigados a inscrever o Vicente num jardim de infância privado com uma mensalidade acoplada. Não nos arrependemos nem um pouco, porque ele foi tão bem recebido e tão acarinhado ao longo destes dois anos, que temos muita pena por não poder continuar mais uns anos.

Nos seus 5 anos, o Vicente ainda fará mais um ano de pré escolar, mas desta vez será numa escola pública, onde continuará até concluir o 1º ciclo (pelo menos assim o esperamos). A nossa ideia é esta, fazer a transição de escola antes de uma mudança mais radical como a entrada no ensino primário. Queremos que ele tenha este ano para se adaptar a um novo espaço, fazer novos amigos e conhecer as novas educadoras, em vez de passar por tudo isto ao mesmo tempo que altera a forma de ensino. 
A entrada no 1º ciclo não é uma experiência traumática, ou pelo menos eu não a considero como tal. Mas eu fiz o jardim de infância e o ensino primário no mesmo estabelecimento, e creio que isso foi o que fez com que a mudança de professora e de esquema de ensino não fosse tão exacerbada. Porque eu estava num espaço que me era totalmente familiar, com pessoas e amigos que já conhecia. E é esta experiência que pretendo que o meu filho tenha com a esperança que a entrada no primeiro ano seja feliz e que se sinta interessado em vez de ansioso.

Claro que esta ansiedade se está a notar agora, que ainda não começaram as aulas. Tem andado muito excitado e nervoso, qualquer contrariedade torna-se uma birra gigante. E eu, sinceramente, tenho tido alguma dificuldade em manter a minha calma perante algumas das acções que ele faz. Ele sabe que vai mudar de escola, já fomos ver onde fica mas ainda não pudemos visitar. Ele sabe que só um ou dois dos seus amiguinhos é que entraram na mesma escola que ele, o que já o descansou um bocadinho, pelo menos é uma cara conhecida.

Eu sei que ele vai estar à altura deste desafio. Tem estado empolgado até agora, a fazer muitas perguntas sobre a escola nova, o que me deixa feliz, mas também sei que ele é muito tímido e preocupa-me não saber se vai ultrapassar facilmente esta pequena barreira. Só porque sou mãe. Preocupo-me. Mas sou positiva e cá estou, sempre pronta para lhe dar todos os abraços que ele precisar quando chegar da escola. Quer esteja super feliz, quer esteja triste a precisar de mimo. 

Porque é isto que as mães fazem. As mães têm (a)braços enormes e corações ainda maiores.

Eu prometo que vou contando como está a correr esta nova fase do meu pirolito.

Beijo

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